“Eu erro muito. Quase todo dia, pra ser mais específica. Mas durmo com a consciência tranquila, com a alma serena. Não faço mal pra ninguém, ninguém mesmo. Talvez eu magoe algumas pessoas sem querer. Talvez, não, com certeza. Ninguém é como a gente espera. E eu já entendi que inevitavelmente a gente magoa e é magoado.”
“E ela acorda todos os dias, e se pergunta: ”até quando?” com os olhos vermelhos de tanto chorar. As coisas jogadas pelo quarto, o pijama largo e velho, a cama bagunçada. Não sabe mais o que fazer, o choro, a solidão, a rotina monótona e tediosa, o choro, o amor perdido, os problemas, tudo. Tudo vem afetado-a cada vez mais. Tudo para ela tem cada vez mais difícil de ser aguentado de pé. Ela não sorri mais, não brinca mais, não sai com os amigos. Não vê graça, aliás, tudo está perdido, tudo está confuso, tudo está bagunçado. ”